Acompanhamento psicológico na adolescência

Ansiedade na adolescência: como os pais podem ajudar

Nelson Coelho

Psicólogo · OPP n.º 012083

2 min de leitura

Sentir alguma ansiedade antes de um teste ou de uma situação nova é normal e até útil. Torna-se uma preocupação quando é constante, desproporcionada ou começa a impedir o adolescente de fazer aquilo de que precisa ou gosta.

Na adolescência, a ansiedade nem sempre aparece da forma que os adultos esperam. Pode surgir como irritabilidade, isolamento, dificuldade em dormir, queixas físicas ou evitamento de certas situações.

Sinais frequentes de ansiedade

  • Preocupação excessiva com a escola, o desempenho ou a opinião dos outros.
  • Medo intenso de falhar ou de ser avaliado.
  • Evitar situações sociais, apresentações ou atividades de que antes gostava.
  • Dores de cabeça ou de barriga frequentes, sobretudo antes de momentos exigentes.
  • Alterações no sono e cansaço persistente.
  • Irritabilidade ou explosões emocionais difíceis de compreender.

O que os pais podem fazer

  • Escutar antes de aconselhar. Muitas vezes, o adolescente precisa primeiro de se sentir compreendido.
  • Validar o que sente, sem dramatizar nem desvalorizar ("percebo que isto te deixa muito nervoso").
  • Evitar resolver tudo por ele. Ajudar a enfrentar as situações aos poucos é mais útil do que evitá-las.
  • Rever as expectativas e a pressão, incluindo as que o próprio adolescente coloca em si.
  • Cuidar das rotinas básicas: sono, alimentação, tempo de ecrã e momentos de descanso.

Quando procurar ajuda

Se a ansiedade se mantém durante várias semanas, provoca sofrimento significativo ou interfere na escola, nas relações ou no dia a dia, o acompanhamento psicológico pode ajudar.

Num espaço de confiança, o adolescente pode compreender melhor o que sente e desenvolver estratégias para lidar com a ansiedade, com base, quando adequado, na Terapia Cognitivo-Comportamental. Os pais podem também ser envolvidos no processo, respeitando a privacidade do adolescente.

Este artigo tem caráter informativo e não substitui uma avaliação psicológica individual.